Cursos

Conheça melhor nossos cursos !
24/01/2015

Vinhos da Espanha. História, regiões, tipos

FacebookTwitterGoogle+LinkedInEmail

Espanha

Quando o mundo pensa em vinhos da Espanha, está de olho principalmente nos clássicos: tintos de Rioja, espumantes Cava, e fortificados de Jerez. Mas as últimas décadas testemunharam o surgimento de outros vinhos espanhóis únicos, de qualidade sem precedentes, e que fazem sucevega sicilia unicosso em todo o mundo.

As últimas décadas do vinho espanhol tem sido semelhantes a um passeio de montanha-russa. No início de 1980, Rioja foi a única região a angariar elogios da crítica internacional, outros vinhos tintos eram completamente desconhecidos, reduzidos a sua existência de vinho de mesa. Jerez estava decaíndo e o vinho branco espanhol era inexistente. Até mesmo a região Ribera del Duero estava sendo ignorada, e a vinícola pioneira Pesquera amplamente ridicularizada na imprensa européia como tendo pretensões de excelência absurdas .

Mas, no final da década de 1980, os espanhóis mudaram de marcha; Pesquera e especialmente seu vinho top, Janus, se tornaram reconhecidos. Os espumantes Cava começaram a encher as prateleiras dos supermercados e o vinho branco espanhol melhorou drasticamente, liderado pelo Albariño.

Em pouco tempo, vinhos de regiões desconhecidas como por exemplo Priorat estavam na boca de todos, com os preços subindo rapidamente. Denominações antes conhecidos apenas por seus vinhos baratos e simples (por exemplo Jumilla) foram subitamente conquistando pontuações elevadas dos críticos. Novas denominações foram criadas junto com uma nova categoria de classificação de vinho espanhol: Vino de Pago. Semelhante ao Grand Cru (o termo francês para um vinhedo com um único proprietário, com a produção de vinho exclusivamente a partir deste vinhedo). Ainda mais interessante, o primeiro Vino de Pago foi produzido a partir de vinhedos localizados perto de Madrid,  nunca antes associados a vinhos de alta qualidade.

Mas Rioja nunca perdeu sua posição. Enquanto os tradicionais vinhos Rioja continuavam sendo vinhos de corte (diversas uvas de suas três sub-regiões, amadurecidas em barris de carvalho americano usados), os novos vinhos de Rioja começaram  a ser produzidos de vinhedos únicos, usando uvas Tempranillo (às vezes cortadas com a uva Graciano), e amadurecidos em barricas novas de carvalho francês. Grande corpo e cor muito escura e intensa se tornaram a marca da excelência dos vinhos Rioja, substituindo rapidamente os vinhos típicos das décadas anteriores, rústicos, terrosos, supermaduros e alcóolicos.

Para os tradicionalistas estas mudanças obviamente geraram incerteza.Mas a moderna viticultura espanhola está em alta. Todas essas novas DOs representam muito mais do que um aparente engessamento burocrático; elas são expressão de novas regiões e novos vinhos e “novas”  uvas (redescobertas e valorizadas). Hoje é possível afirmar que a Espanha é marcada por diversos estilos de vinhos, de diferentes regiões, revigoradas em uma silenciosa revolução com novos investimentos, novas ideias e novos enólogos.

Vinhos da EspanhaA variedade de uva que mais representa a Espanha hoje é, sem dúvida, a Tempranillo, com seus belos exemplares de vinhos de Rioja ou Ribera del Duero, entre outros.

O sistema que regula os vinhos com denominação de origem, na Espanha, define duas principais categorias:

IGP, Indicación de Origen Protegida, ou Vino de la Tierra, é uma categoria de vinhos de qualidade e reputação, mas as regras não são tão rígidas. A Espanha tem, atualmente, pouco mais de 40 áreas de produção de vinho nessa classificação.

DOP, Denominación de Origen Protegida, com regras muito mais rígidas, que fazem esses vinhos serem únicos, em função do terroir e da cultura local. Dentro dessa regulamentação, ainda há subdivisões. Por exemplo, das 69 denominações totais, somente duas, Rioja e Priorato são consideradas “Denominación de Origen Calificada”, seguindo um sistema de controle de qualidaViinhos de Espanhade específico.

E, assim, dentro desse sistema, temos locais como Priorato, na Catalunha, com tintos complexos e potentes produzidos com a uva Carineña. Rías Baixas, na Galícia, com brancos frescos e aromáticos da uva Albariño. E por aí, vai… Escolha é o que não falta. Mas não deixemos de falar dos clássicos:

Rioja, o tinto

Os vinhos tintos Tempranillos de Rioja são geralmente maturados em carvalho americano, resultando num sabor acentuado que mistura frutas vermelhas, carvalho tostado e baunilha. Alguns produtores utilizam barris de carvalho francês, dando ao vinho um perfume mais acentuado de especiarias.

Os vinhos brancos de Rioja são menos comuns e oferecem um estilo que as pessoas amam ou odeiam, com um caráter ligeiramente e intencionalmente oxidado.

Cava, o espumante

Originário da Catalunha, no Nordeste da Espanha, esse é um vinho branco transformado em espumante da mesma maneira que o Champagne, por indução de uma segunda fermentação após ter sido engarrafado.

O Cava é elaborado com a mistura das uvas Macabeo, Parellada, Xarel-lo e Chardonnay – um dos motivos do seu sabor ser diferente do Champagne (elaborado com Chardonnay, Pinot Noir e Pinot Meunier).

Vinhos da Espanha

Jerez, o fortificado

Produzido na Andaluzia, há muitos séculos, Jerez foi a primeira denominação de origem oficialmente constituída na Espanha.

O Jerez é elaborado com três diferentes variedades de uvas – a Palomino, a Pedro Ximénez e a Moscatel. O Jerez pode ser elaborado com apenas uma dessas uvas, mas muitas vezes elas são misturadas, conferindo mais equilíbrio e complexidade.

Conhecer os diferentes vinhos de um país, sem dúvida, é uma das formas de conhecer um pouco sobre o país em si, sua história, suas regiões, sua cultura e seu povo… Então, fica aqui o convite: que tal conhecer um pouco mais da Espanha? Embarque já! Confira o roteiro exclusivo do Personal Sommelier, clicando aqui

Conheça as diversas regiões clicando aqui (em inglês).

 

Tin tin!

FacebookTwitterGoogle+LinkedInEmail